A vida em tons de marar...
Rosas que são entre o vermelho da paixão
e o branco alvura da pureza sem censura...
Vês...
o que o lilás demonstra...
contornos de poesia sobre a sua prosa...
vida em sintonias...
cada vez mais garridas...
sempre múltipla e a mesma...
uma em essência
UNA É VIDA
Não vês?...
Como aquilo que parece não o é...
Como as flores que se mostram
são mais além do que a tua mente vê...
vês... não vês?..
como a tua perspectiva se ilumina
em cores que parecem ser o não SER
Vês?...
Como o aparente não o é?...
tão claro como as gentes que o são e ninguém o crê..
tão simples como o sangue que une
mais do que as pontes de pedra viva...
os apelidos que ninguém recorda...
os casamentos de um e outro lado da triste corda
que - aparente - separa
o que é a noite do seu eterno Dia...
crepúsculo é para alguns...
alvoradas de esperança
em noite de filigrana...
simples e fina prata
airada
para todos os demais...
assim contada
Luzes de esperança sore os beirais....
Leões... Ilusões... maiores vidas pobres...
estrelas de emoção pairando sem razão
até... um dia... despertarem...
Dragões e tentações...
mundos inteiros...
despertos...
derradeiros...
perenes gritos solenes...
dispostos para avançar...
são os tempos breves..
são o s momentos leves
antes da tempestade se abeirar...
são os sentimentos medonhos...
de quem vê com os olhos
em vez de usar
a alma livre e desperta
para olhar...
os tempos correm...
relógios com o sol discorrem...
diamantes que se escondem
no brilho do teu olhar...
que buscas tu
que procuras no sul
que não se encontre
no Norte do teu vagar?
Seja o Vermelho ou o seu Violeta...
espirais de torres levantadas ao céu...
O labirinto vivo de alguém que entou e ai se perdeu...
cores que velam a Luz Maior...
sentidos esquecidos que falam em altos gritos...
sibilos...
de outrora...
novas vagas da mesma onda
que ainda se não apagou...
e - dali - ao branco...
Ruas sem sol... luzes refletidas para quem nunca está só...
O apelido é Feijoo
Casas Verdes de poetas...
Vozes esquecidas que evocam as mesmas metas...
Luzes em pleno dia... esperanças vazias...
apagadas melodias de outrora perdidas...
esperanças em letargia..
Entre o vermelho, o azul e o seu verde... árvore da vida
Veredas de luz... verdades antigas...
reflexos na lonjania
dias que se despedem
deixando de ser dia devagar...
ecos que se escondem...
reflexos de bustos que em luz irrompem...
árvores vivas dispostas a brilhar...
ESTRELAS de ESPERANÇA...
ACESAS...
na LEMBRANÇA...
verde que se acende...
no coração da nossa gente...
Lanternas na noite a latejar...




















Sem comentários:
Enviar um comentário