A primeira alvorada
O primeiro abraço
a primeira rocha sagrada
o primeiro mercado
a primeira compra improvisada
a primeira dança coreografada
o primeiro sorriso de criança
o primeiro esforço da aldeia unida em volta de uma esperança
a primeira chuva que nos aguarda
a primeira volta de mota pela estrada
a primeira boleia
o regresso à casa vazia depois de semear sonhos...
até à próxima alvorada
ai Timor... calam-se as vozes dos teus avós...
ai Timor... se outros calam, cantemos nós...
A todos os "Timor" espalhados pelo mundo fora, por Portugal inteiro, pela nossa terra que os chora... no coração vivo que late no peito - saudade - das portas abertas sem chave... dos risos simples... das festas sem jeito... do pensamento que corre lento... e dos dias que passam entre o alento e o despeito...
SAUDADE



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