quinta-feira, 18 de julho de 2013

Contos de Encantar... contos de mil reis... conto com uma voz diferente daquela que se quer (a)pagar

Não acredito… simplesmente… não acredito…

APAGA-SE A LUZ DA VIDA DA TRADIÇÃO ANTIGA 
- como os INTERESSES PARTICULARES matam o POVO que lhes DÁ SUSTENTO

Dizia-me um senhor – PROPRIETÁRIO DE NEGÓCIO – que o monte fora fechado com cadeia – sendo a casa própria o motivo, para salvaguarda dos interesses de todos…

Dizia-me a senhora do lado – que as casas de banho estavam abertas… não fossem as cadeias que rodeavam todos os acessos… nem a falta de cartazes a falar das mesmas…

Dizem-me que “é da cofraria”… “que aqui não vem gente”… e – quando me disseram que os “de Valença” eram assim ou assado, a coisa estoura… porque NÃO TEM NEXO

São os próprios Valencianos que fazem o monte do Faro... cada pessoa lá em cima deve o PRIVILÉGIO de ocupar esse recinto SAGRADO ao POVO que HABITA nas TERRAS a ele CONSAGRADAS....

O MONTE DO FARO vê-se a milhas… a LUZINHA VERDE ASSIM ANUNCIA… de noite e toda a gente o vê durante o dia...

aos pés da igreja, jazem as lajes mortas das pessoas vivas... 
as pessoas vivas jazem aos pés do monte 
onde as coisas se mantêm exactamente assim...
Apelidos e nomes de outrora que já não ressoam nas tardes e pela noite fora... 
manhãs de abandono...

O enquadramento convida – a ver o sol por, a estar lá no fim do dia… hoje – mais uma vez – passei lá… tudo fechado… sem horários nas portas que falem do período de serventia… sem regras que mandam dar a todos o que de todos é parte viva…

O Senhor da Espanha estava chateado – dizia que não havia negício… só falta explicar como se mantém ali faz onze anos e como renova o lugar… serão as árvores que dão o sustento, será a brisa, o luar...

A senhora do outro lado dizia que era o Valenciano que não subia:

"Minha senhora – debaixo desta árvore casavam os Valencianos… os seus e as suas famílias… este é lugar sagrado…"


e - se EU CALASSE- se ERGUESSEM AS PEDRAS e os SEUS NOMES.. e falassem


Vão levar o negócio para fora do templo – e não confundam o templo com o negócio que se faz todo o ano…

Fala um Valenciano aqui nascido, que correu estes montes de “puto” e que agora vê o seu espaço fechado…

NOTA:

As matrículas dos carros apeados – à luz do conforto, nos jantares arranjados – são sempre de fora… faltam lá os tais.. os Valencianos – para fazer o que costumam… no seu terreno consagrado…

aqui aninhavam os noivos de outrora... 
agora aninham as sombras...
tempo simples que se recorda... 
a árvore tem cerca onde antes se punham os pés... 
quem retirará as cadeias invisíveis: 
essas que encadeiam por dentro... 
seja a propiedade privada do que não se se pode comprar ou vender... 
a memória dos meus pais ali... 
talvez dos pais dos pais dos teus...

Hoje é dia de celebrar... 
abre uma liga dos combatentes nova... 
sempre bom recordar

SERÁ PRECISO EXPLICAR A ESTES SENHORES 
– QUE A TERRA – 
- COMO A PRÓPRIA VIDA-
-COMO A ÁGUA QUE A ANIMA-
NEM SE COMPRA NEM SE VENDE, 
NEM SE FECHA A CADEADO
NEM SE TORNA NEGÓCIO VELADO…


E 
– PARA CORRER O INDESEJADO – 
há sempre quem de direito… 
o resto 
– são contos do "vigário"…
HISTÓRIAS SEM QUALQUER JEITO


Sem comentários:

Enviar um comentário