Não acredito… simplesmente… não acredito…
APAGA-SE A LUZ DA VIDA DA TRADIÇÃO ANTIGA
- como os INTERESSES PARTICULARES matam o POVO que lhes DÁ SUSTENTO
Dizia-me um senhor – PROPRIETÁRIO DE NEGÓCIO – que o monte
fora fechado com cadeia – sendo a casa própria o motivo, para salvaguarda dos
interesses de todos…
Dizia-me a senhora do lado – que as casas de banho estavam
abertas… não fossem as cadeias que rodeavam todos os acessos… nem a falta de cartazes
a falar das mesmas…
Dizem-me que “é da cofraria”… “que aqui não vem gente”… e –
quando me disseram que os “de Valença” eram assim ou assado, a coisa estoura…
porque NÃO TEM NEXO
São os próprios Valencianos que fazem o monte do Faro... cada pessoa lá em cima deve o PRIVILÉGIO de ocupar esse recinto SAGRADO ao POVO que HABITA nas TERRAS a ele CONSAGRADAS....
São os próprios Valencianos que fazem o monte do Faro... cada pessoa lá em cima deve o PRIVILÉGIO de ocupar esse recinto SAGRADO ao POVO que HABITA nas TERRAS a ele CONSAGRADAS....
O MONTE DO FARO vê-se a milhas… a LUZINHA VERDE ASSIM
ANUNCIA… de noite e toda a gente o vê durante o dia...
aos pés da igreja, jazem as lajes mortas das pessoas vivas...
as pessoas vivas jazem aos pés do monte
onde as coisas se mantêm exactamente assim...
Apelidos e nomes de outrora que já não ressoam nas tardes e pela noite fora...
manhãs de abandono...
O enquadramento convida – a ver o sol por, a estar lá no fim
do dia… hoje – mais uma vez – passei lá… tudo fechado… sem horários nas portas
que falem do período de serventia… sem regras que mandam dar a todos o que de
todos é parte viva…
O Senhor da Espanha estava chateado – dizia que não havia
negício… só falta explicar como se mantém ali faz onze anos e como renova o
lugar… serão as árvores que dão o sustento, será a brisa, o luar...
A senhora do outro lado dizia que era o Valenciano que não
subia:
"Minha senhora – debaixo desta árvore casavam os Valencianos…
os seus e as suas famílias… este é lugar sagrado…"
e - se EU CALASSE- se ERGUESSEM AS PEDRAS e os SEUS NOMES.. e falassem
Vão levar o negócio para fora do templo – e não confundam o
templo com o negócio que se faz todo o ano…
Fala um Valenciano aqui nascido, que correu estes montes de “puto”
e que agora vê o seu espaço fechado…
NOTA:
As matrículas dos carros apeados – à luz do conforto, nos jantares arranjados – são sempre de fora… faltam lá os tais.. os Valencianos – para fazer o que costumam… no seu terreno consagrado…
As matrículas dos carros apeados – à luz do conforto, nos jantares arranjados – são sempre de fora… faltam lá os tais.. os Valencianos – para fazer o que costumam… no seu terreno consagrado…
aqui aninhavam os noivos de outrora...
agora aninham as sombras...
tempo simples que se recorda...
a árvore tem cerca onde antes se punham os pés...
quem retirará as cadeias invisíveis:
essas que encadeiam por dentro...
seja a propiedade privada do que não se se pode comprar ou vender...
a memória dos meus pais ali...
talvez dos pais dos pais dos teus...
Hoje é dia de celebrar...
abre uma liga dos combatentes nova...
sempre bom recordar
SERÁ PRECISO EXPLICAR A ESTES SENHORES
– QUE A TERRA –
- COMO A PRÓPRIA VIDA-
-COMO A ÁGUA QUE A ANIMA-
NEM SE
COMPRA NEM SE VENDE,
NEM SE FECHA A CADEADO
NEM SE TORNA NEGÓCIO VELADO…
E
– PARA CORRER O INDESEJADO –
há sempre quem de direito…
o resto
– são contos do "vigário"…
HISTÓRIAS SEM QUALQUER JEITO




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