segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Água do Céu... Mar de Breu


Visto dos céus...

as linhas obtusas
traçadas por mãos confusas
parecem brincadeiras 
de crianças
a jogar...

castelos de areia
nas ondas 
do Grande Mar...


Vistos em perspectiva... 
montes e vales 
e tudo o que a mente convida...

sejam os ecos das vozes perdidas
dos seres de outrora 
que as preencheram de vida...

seja a vã glória de mandar
das crianças da aurora 
que estão prestes de despertar...


tudo tem um sentido
seja a linha de traço contido

seja a esfera que se deixa coroar...
histórias vivas
latejando

quais as pedras 
prontas
 a se revelar?...

quantos corações silentes
no seu sono ausente
estão prestes

de novo

a latejar...



entre a rocha 
circula sangue novo
vivo
eterna tocha
do nosso povo


vida nossa
que palpita
que levita
entre nós
e em nós
se agita

entre os momentos
as horas
e os tempos

estão prestes 
a achegar

os verdadeiros sorriem
os outros
tremem

expectantes
sem saber
de onde virá...



a luz que trespassa o granito

a voz que vai além do que grito

a brisa que preenche o amplo mar...

eis O que se agita
além do que a vontade dicta
eis o que está além
de tudo aquilo que possam eles pensar...
ou sequer
chegar 
a 
imaginar...


e 
- entre o rochedo
que se esconde no penedo
entre a sombra
do seu branco alvedo

entre o círculo perfeito
daqueles que não mais têm medo
está a nascente da vida

a que nos convida
nos chama
e reclama
com voz de esperança

incontida

fluente iniciativa
de quem nada mais tem para penar

os outros
os que renegam
estão prestes a terminar...

os livres
os vivos
os puros

despertam

abrem os muros

se libertam

desbravam 
o novo Fuuro

eis o rio que flui
desde o coraçao
conflui
na coragem de se dar
para esse outro amor

esse outro grande
Amar...


e entre as grandes rochas
a pedra silente
esquecida
ausente
o latejar firme
o 
Eterno 
Presente

desflorando
 virgem
puro

cristalino
iluminando
o escuro

seja
assim
revelado


desde sempre
o que estava
traçado


rosas se acendem já nos céus
rosas de pureza 
que ninguém conheceu

rosas que palpitam
desde dentro

desde o peito

novo firmamento
do que acredita
naquilo que é
VERDADEIRAMENTE
seu...

nova terra
novo céu

está a despontar

nova Estrela
está a dealbar....

esperança
que se faz
viva

herança
colectiva

a 
se
manifestar








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