Desde o mais profundo
se guarda a porta
para o nosso outro mundo
enquanto a luz exterior se apaga
nova luz interior deflagra...
em cavernas reconditas
veladas....
escondidas
por quem deve
assim achadas
as marcas - de outros dias
perduram entre vozes fugidias
que anunciam esperança
tempos nos que se mostra
como se desfaz a rocha
perante a força que desde dentro jorra...
e a vida
nova
cresce
entre a natureza do agreste
e o sentido do ritmo pautado
por milénios de viver
encerrado
aquém do que nos é dado
sonhar
e
SER...
entre as raízes profundas
jaz a esperança
nas rochas abruptas - se esconde o diamante criança
as marcas falam
das águas
daquelas outras águas
que - em cima
como bateria
de luz fugidia
descarregam
ácidos sopros
e gotas
que despertam
o povo morto
para a vida nova
se assim se quiser
e assim for sentida...
portas veladas
histórias ainda não contadas
entre os que furtam patrimónios
com tubos hidraulicos disfarçados
e trilhos abertos à força
contra a vontade do povo soberano
por ser filho daquela pedra
daquele "faro" de luz
gerado...
uma luz qu nos gera
nos guia
nos alimenta
nos recria
em nós ecoa
sintonia
com o monte que fala da vida
que é em ti
que é em mim
quando brilhe a luz nos cons
quando a luz brilhe com nós
voltarei à vida
voltarei...



















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