Enquanto o Sol se Põe no Mar que é nosso
Como a terra Verde que se vive e partilha...
Como o tempo que não volta
e sempre Presente
para receber
abrir
desembrulhar
reter o ar
e aspirar
sempre ao mais
que vem desde dentro
nos despertar
dessa letargia...
enquanto o nosso Sol se perde
ou se entrega
pelos caminhos da Vida
e o Céu se entristece
se enrijece
se faz cinzento
de chumbo
como um lamento
que se anuncia
enquanto as árvores choram
a luz que se vai embora
e nos olhamos
vemos
sentimos
e suspiramos
baixamos os braços
e nos deixamos
inertes...
nessa corrente fria
as faces olham
outros olhos
piscando
vibrando
emmonitores
de chumbo
nos drenando
dessa outra vida
que era festiva
que se despedia
no horizonte
entre a brisa
e a maresia...
céus de chumbo
céus cinzentos
dos dias
que se fazem lentos
letargicos
lamentos
de seres que rumam
incertos
para as compras
a céu a berto
das suas vidas
despidas
de outra sintonia
mais alegre e viva
do que a compra compulsiva
para onde os enviam...
renasça a luz
entre quem quer ser mais
renasça a vida
que se não esvai
entre os interesses de dinheiros e seus alicerces
entre as campanhas de massa
existe a viva chama
que se espelha
de mão em mão
de riso em ilusão
de mão dadda
de conversa fiada
de tudo e de nada
no solar de casa
na praia
em frente à chaminé
porque não?
voltara ser criança
ouvir as histórias e a lembrança
dos mais velhos
e dos seus apegos
e dos seus devaneios
que são dias inteiros vividos sem mais medos
do que viver
simplesmente
nem porque sim
nem por que não...
enquanto o sol se apaga - medito nesssas tantas marcas alegres
coloridas
chamativas
intempestivas
plantadas em todo o lugar no que habita
a chama viva
de um humano
para lhe chamar a atenção...
aqui, no canto
subia uma
quase por engano
entre o Sol que se despedia
havia sempre uma ilusão...









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